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	<title>Comments on: The Bateau-Lavoir</title>
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	<description>Photographies de Paris</description>
	<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 20:28:11 +0000</pubDate>
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		<title>By: to morais</title>
		<link>http://www.spirit-of-paris.com/2007/02/04/the-bateau-lavoir.html#comment-14234</link>
		<dc:creator>to morais</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 13:46:35 +0000</pubDate>
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		<description>MONTMARTRE: GOLPE DE MÃO NO BATEAU LAVOIR 

     O “Bateau Lavoir”(x) é bem mais que um atelier colectivo de artistas onde cerca de um dezena foram instalados em 1889. Em primeiro lugar, a criação deste espaço deve ser entendida  no contexto da época, depois que a vanguarda inovadora dos Impressionistas  franceses  fez convergir para Paris um bom número de criadores.
       Esses ateliers vieram assim a abrigar pintores, mas também gente das letras, criadores de horizontes diversos, franceses e estrangeiros, humanistas, actores e até vendedores ambulantes, como dizia Fernande Olivier, companheira de Picasso nessa altura. Vejamos alguns marcos desse percurso.
     A partir de 1893, o Bateau Lavoir recebe Paul Gauguin, depois da sua primeira viagem a Thaiti. Mais tarde, Modigliani, Raoul Dufy, Max Jacob e o poeta André WSalmon aí viveram. Outros por lá passaram: Van Dongen,  Jules Pascin, Juan Gris (compatrriota de Picasso) Georges Braque, Maurice Utrillo, André Derain, Henri Matisse, mas também Jean Cocteau, Apollinaire ( poeta de “Alcools” e apaixonado pela pintura) Charles Dullin e Gertrude Stein, sem esquecer o romeno Constantin Brancusi, uma grande referência na história da escultura moderna e que acabaria por destronar Rodin. Max Jacob e Picasso aí organizaram, em fins de Novembro de 1908, com outros jovens pintores, o célebre banquete em honra de Henri Rousseau, dito o “Douanier”. Isto em presença dos melhores amigos de Picasso, em que se incluem os já citados G. Braque e Apollinaire, este na companhia da jovem pintora Marie Laurencin, bem como em presença dos americanos Gertrude e Leo Stein. Uma boa ocasião, agora em 2008, para comemorar o centenário e fazer reviver esse evento, com tudo o que ele significou na história da Pintura.
    Entre os mencionados no percurso desta “cité” de artistas, eu deveria obviamente ter começado por Picasso, que lá viveu de 1904 a 1909, aliás em condições quase miseráveis de conforto, tal como todos os outros. Vivíamos todos mal, escrevia André Salmon nessa altura. E deveria sobretudo reter a data de 1907, quando o pintor mostra, nesse mesmo lugar, aos seus companheiros estupefactos a famosa tela das “Demoiselles d’Avignon”, que recordam a sua vivência em Barcelona. Com efeito, elas representam um grupo de prostitutas, em pé, à entrada de um bordel da “Carrer d’Avinyo”, no “Bairro Gótico da capital catalã. Essa tela, uma gritante fractura na arte pictórica, obrigou a partir daí a uma mudança radical da percepção, subverteu o modo de olhar e de ver o mundo, bem para além do registo pictórico propriamente dito. As “Meninas” foram a expressão de uma linguagem plástica diferente. Figuras vampíricas, esquadriadas com firmeza, com os seus enormes seios e pés, a fuzilar o cliente com o olhar. Era como se tu nos quisesses fazer engolir estopa e beber petróleo para cuspir fogo, teria dito Braque ao ver a tela. Tratava - se efectivamente de uma outra gramática, a do cubismo, com as suas formas geométricas, a estilhaçar a imagem. Matisse e Apollinaire de imediato recusaram a peça. O certo porém é que uma nova estética tinha surgido, através da multiplicação dos ângulos de visão, da simultaneidade da representação e da fractura da perspectiva. Com apenas 26 anos de idade, Picasso acabava de desmontar as regras de arte que tinham sido fixadas desde o Renascimento. O marchand de arte Henri Kahnweiller foi dos raros a compreender na hora o alcance dessa pintura. Gertrude Stein e o seu irmão Leo, que muito apreciaram a tela, também assim o entenderam. 
     Em suma, poderíamos afirmar que, depois de Cézanne, falecido em 1906, os grandes movimentos artísticos do princípio do século XX e de que somos os herdeiros, foram em larga medida formalizados em torno desse espaço mítico, coisa que a autarquia de Montmartre pretende ignorar ao fazer agora tábua rasa de tudo isso. Os seus habitantes saberão no entanto apurar que tipo de conluios haverá com a “Imobiliária da cidade de Paris”(RIVP) que exigiu a restituição deste espaço, e daí tirar as suas ilações.
     Apesar de muitos artistas, depois da guerra de 14-18, o terem deixado em direcção de Montparnasse e da Ruche, respectivamente nos bairros 14 e 15 de Paris, outros chegaram e os revezaram. E assim tem sido até aos dias de hoje.
      Não, o Bateau Lavoir não é um simples atelier colectivo de artistas. Ele marcou, no seu percurso, a história da arte moderna no Ocidente. E isso não aconteceu por acaso. Isso foi possível - é importante sublinhá-lo - porque ele foi sempre, ao longo do tempo, um espaço de vanguarda, de trabalho criativo, mas também de residência, reunião e de circulação das ideias, não uma galeria de exposições, museu ou algo semelhante. Daí que os artistas devam poder continuar a aí viver e trabalhar. Impedi-lo, como está a ser o caso e como pretende a Imobiliária de Paris acima referida, que agora pretende “retomar os locais”, é destruir a sua identidade histórica e trair a sua vocação. Quanto à expressão “um local a retomar”, essa é uma terminologia administrativa expeditiva, normalizada e sem rosto. Há que interrogar a linguagem e descodificar algumas das suas perversões.
      Há sobretudo que resistir ao desmantelamento e ao massacre do velho Paris, preservar a herança, o que não poderá ser feito sem a mobilização dos habitantes deste bairro histórico, o que já deu frutos no passado, noutras ocasiões. Sem essa mobilização, o “Moulin de la Galette” já não estaria lá. E não se trata aqui, nestes casos, de uma visão passeísta ou nostálgica. Trata-se, isso sim, de interrogar o passado, portanto de enriquecer o presente. Picasso não teria certamente pintado as “Demoiselles d’Avignon”, ou tê-las-ia executado de outro modo, se não tivesse tido a sorte ou a oportunidade de conhecer as máscaras de arte negra que o deslumbraram no museu do Trocadéro em Paris, ou se não tivesse visto as esculturas ibéricas do Louvre, ou ainda se não tivesse, por sobre o vale de Andorra, partilhado por algum tempo a vida dos camponeses de Gosol. Os traços somáticos desses camponeses, os grandes planos cavados desses rostos não deixaram de marcar o artista andaluz. Isto sem falar na influência das “Grandes baigneuses” de Cézanne e do “Banho turco” de Jean- Dominique Ingres sobre o seu trabalho. E assim por diante… Sartre dizia que O inferno são os outros mas, neste caso, esse inferno é necessário e incontornável. Somos todos tributários, também em matéria de Arte. 
     Em 1972, a Unesco adoptou a Convenção e as recomendações relativas à protecção do património cultural e natural, que a França ratificou. Ora, é a própria noção de património que convém melhor explicitar para compreender quanto o Bateau Lavoir, para além dos seus próprios muros, diz respeito a Montmartre, para além  dos limites dos seus muros, porque soube criar, ao longo das gerações, laços profundos e estreitas capilaridades com o ambiente social e urbano envolvente. O espírito do Bateau Lavoir é inseparável desse tecido que ele alimentou e do qual muito recebeu em troca. Eis porque toda e qualquer agressão a essa vocação primeira irá ferir também mortalmente o bairro a que pertence. Não compreender isso é não compreender nada do que está em causa. E nenhuma manobra de diversão o poderá iludir. Efectivamente, a noção de património evoluiu, alargou-se. Hoje, em termos de edifícios ou de monumentos, quem persistir em se limitar aos dados arquitectónicos propriamente ditos, está a coisificar e a desvitalizar o património. Edifícios cuja destruição, não raramente se autoriza, quando são menos monumentalistas ou menos históricos! Quando afinal, o importante não é saber se eles datam de antes ou depois de 1850. A nobreza da idade não tem o monopólio do coração. O que conta é o estatuto que conquistaram e adquiriram, cimentado e reconhecido ao longo do tempo e que souberam plasmar com tudo o que os rodeia, social e urbanisticamente. A “Gare de Orsay” foi salva por um triz. O conceito de património deve alargar-se à atmosfera ambiental, deve ser encarada no sentido do projecto local, il projetto local de que fala Magnaghi, o que nada tem a ver com o culto dos monumentos. É pois em termos de antropologia do espaço, na senda de um Edward Hall, entre outros, que estas questões devem ser compreendidas. O Bateau Lavoir não faz excepção. Separar estas problemáticas das questões urbanísticas é uma doença infantil do património. E um Anacronismo.

Lisboa, Janeiro de 2008
António Branquinho Pequeno (ULHT)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>MONTMARTRE: GOLPE DE MÃO NO BATEAU LAVOIR </p>
<p>     O “Bateau Lavoir”(x) é bem mais que um atelier colectivo de artistas onde cerca de um dezena foram instalados em 1889. Em primeiro lugar, a criação deste espaço deve ser entendida  no contexto da época, depois que a vanguarda inovadora dos Impressionistas  franceses  fez convergir para Paris um bom número de criadores.<br />
       Esses ateliers vieram assim a abrigar pintores, mas também gente das letras, criadores de horizontes diversos, franceses e estrangeiros, humanistas, actores e até vendedores ambulantes, como dizia Fernande Olivier, companheira de Picasso nessa altura. Vejamos alguns marcos desse percurso.<br />
     A partir de 1893, o Bateau Lavoir recebe Paul Gauguin, depois da sua primeira viagem a Thaiti. Mais tarde, Modigliani, Raoul Dufy, Max Jacob e o poeta André WSalmon aí viveram. Outros por lá passaram: Van Dongen,  Jules Pascin, Juan Gris (compatrriota de Picasso) Georges Braque, Maurice Utrillo, André Derain, Henri Matisse, mas também Jean Cocteau, Apollinaire ( poeta de “Alcools” e apaixonado pela pintura) Charles Dullin e Gertrude Stein, sem esquecer o romeno Constantin Brancusi, uma grande referência na história da escultura moderna e que acabaria por destronar Rodin. Max Jacob e Picasso aí organizaram, em fins de Novembro de 1908, com outros jovens pintores, o célebre banquete em honra de Henri Rousseau, dito o “Douanier”. Isto em presença dos melhores amigos de Picasso, em que se incluem os já citados G. Braque e Apollinaire, este na companhia da jovem pintora Marie Laurencin, bem como em presença dos americanos Gertrude e Leo Stein. Uma boa ocasião, agora em 2008, para comemorar o centenário e fazer reviver esse evento, com tudo o que ele significou na história da Pintura.<br />
    Entre os mencionados no percurso desta “cité” de artistas, eu deveria obviamente ter começado por Picasso, que lá viveu de 1904 a 1909, aliás em condições quase miseráveis de conforto, tal como todos os outros. Vivíamos todos mal, escrevia André Salmon nessa altura. E deveria sobretudo reter a data de 1907, quando o pintor mostra, nesse mesmo lugar, aos seus companheiros estupefactos a famosa tela das “Demoiselles d’Avignon”, que recordam a sua vivência em Barcelona. Com efeito, elas representam um grupo de prostitutas, em pé, à entrada de um bordel da “Carrer d’Avinyo”, no “Bairro Gótico da capital catalã. Essa tela, uma gritante fractura na arte pictórica, obrigou a partir daí a uma mudança radical da percepção, subverteu o modo de olhar e de ver o mundo, bem para além do registo pictórico propriamente dito. As “Meninas” foram a expressão de uma linguagem plástica diferente. Figuras vampíricas, esquadriadas com firmeza, com os seus enormes seios e pés, a fuzilar o cliente com o olhar. Era como se tu nos quisesses fazer engolir estopa e beber petróleo para cuspir fogo, teria dito Braque ao ver a tela. Tratava - se efectivamente de uma outra gramática, a do cubismo, com as suas formas geométricas, a estilhaçar a imagem. Matisse e Apollinaire de imediato recusaram a peça. O certo porém é que uma nova estética tinha surgido, através da multiplicação dos ângulos de visão, da simultaneidade da representação e da fractura da perspectiva. Com apenas 26 anos de idade, Picasso acabava de desmontar as regras de arte que tinham sido fixadas desde o Renascimento. O marchand de arte Henri Kahnweiller foi dos raros a compreender na hora o alcance dessa pintura. Gertrude Stein e o seu irmão Leo, que muito apreciaram a tela, também assim o entenderam.<br />
     Em suma, poderíamos afirmar que, depois de Cézanne, falecido em 1906, os grandes movimentos artísticos do princípio do século XX e de que somos os herdeiros, foram em larga medida formalizados em torno desse espaço mítico, coisa que a autarquia de Montmartre pretende ignorar ao fazer agora tábua rasa de tudo isso. Os seus habitantes saberão no entanto apurar que tipo de conluios haverá com a “Imobiliária da cidade de Paris”(RIVP) que exigiu a restituição deste espaço, e daí tirar as suas ilações.<br />
     Apesar de muitos artistas, depois da guerra de 14-18, o terem deixado em direcção de Montparnasse e da Ruche, respectivamente nos bairros 14 e 15 de Paris, outros chegaram e os revezaram. E assim tem sido até aos dias de hoje.<br />
      Não, o Bateau Lavoir não é um simples atelier colectivo de artistas. Ele marcou, no seu percurso, a história da arte moderna no Ocidente. E isso não aconteceu por acaso. Isso foi possível - é importante sublinhá-lo - porque ele foi sempre, ao longo do tempo, um espaço de vanguarda, de trabalho criativo, mas também de residência, reunião e de circulação das ideias, não uma galeria de exposições, museu ou algo semelhante. Daí que os artistas devam poder continuar a aí viver e trabalhar. Impedi-lo, como está a ser o caso e como pretende a Imobiliária de Paris acima referida, que agora pretende “retomar os locais”, é destruir a sua identidade histórica e trair a sua vocação. Quanto à expressão “um local a retomar”, essa é uma terminologia administrativa expeditiva, normalizada e sem rosto. Há que interrogar a linguagem e descodificar algumas das suas perversões.<br />
      Há sobretudo que resistir ao desmantelamento e ao massacre do velho Paris, preservar a herança, o que não poderá ser feito sem a mobilização dos habitantes deste bairro histórico, o que já deu frutos no passado, noutras ocasiões. Sem essa mobilização, o “Moulin de la Galette” já não estaria lá. E não se trata aqui, nestes casos, de uma visão passeísta ou nostálgica. Trata-se, isso sim, de interrogar o passado, portanto de enriquecer o presente. Picasso não teria certamente pintado as “Demoiselles d’Avignon”, ou tê-las-ia executado de outro modo, se não tivesse tido a sorte ou a oportunidade de conhecer as máscaras de arte negra que o deslumbraram no museu do Trocadéro em Paris, ou se não tivesse visto as esculturas ibéricas do Louvre, ou ainda se não tivesse, por sobre o vale de Andorra, partilhado por algum tempo a vida dos camponeses de Gosol. Os traços somáticos desses camponeses, os grandes planos cavados desses rostos não deixaram de marcar o artista andaluz. Isto sem falar na influência das “Grandes baigneuses” de Cézanne e do “Banho turco” de Jean- Dominique Ingres sobre o seu trabalho. E assim por diante… Sartre dizia que O inferno são os outros mas, neste caso, esse inferno é necessário e incontornável. Somos todos tributários, também em matéria de Arte.<br />
     Em 1972, a Unesco adoptou a Convenção e as recomendações relativas à protecção do património cultural e natural, que a França ratificou. Ora, é a própria noção de património que convém melhor explicitar para compreender quanto o Bateau Lavoir, para além dos seus próprios muros, diz respeito a Montmartre, para além  dos limites dos seus muros, porque soube criar, ao longo das gerações, laços profundos e estreitas capilaridades com o ambiente social e urbano envolvente. O espírito do Bateau Lavoir é inseparável desse tecido que ele alimentou e do qual muito recebeu em troca. Eis porque toda e qualquer agressão a essa vocação primeira irá ferir também mortalmente o bairro a que pertence. Não compreender isso é não compreender nada do que está em causa. E nenhuma manobra de diversão o poderá iludir. Efectivamente, a noção de património evoluiu, alargou-se. Hoje, em termos de edifícios ou de monumentos, quem persistir em se limitar aos dados arquitectónicos propriamente ditos, está a coisificar e a desvitalizar o património. Edifícios cuja destruição, não raramente se autoriza, quando são menos monumentalistas ou menos históricos! Quando afinal, o importante não é saber se eles datam de antes ou depois de 1850. A nobreza da idade não tem o monopólio do coração. O que conta é o estatuto que conquistaram e adquiriram, cimentado e reconhecido ao longo do tempo e que souberam plasmar com tudo o que os rodeia, social e urbanisticamente. A “Gare de Orsay” foi salva por um triz. O conceito de património deve alargar-se à atmosfera ambiental, deve ser encarada no sentido do projecto local, il projetto local de que fala Magnaghi, o que nada tem a ver com o culto dos monumentos. É pois em termos de antropologia do espaço, na senda de um Edward Hall, entre outros, que estas questões devem ser compreendidas. O Bateau Lavoir não faz excepção. Separar estas problemáticas das questões urbanísticas é uma doença infantil do património. E um Anacronismo.</p>
<p>Lisboa, Janeiro de 2008<br />
António Branquinho Pequeno (ULHT)</p>
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		<title>By: Grace</title>
		<link>http://www.spirit-of-paris.com/2007/02/04/the-bateau-lavoir.html#comment-5717</link>
		<dc:creator>Grace</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2007 19:41:14 +0000</pubDate>
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		<description>The Bateau Lavoir still is home to a thriving and lively international community of artists and photographers! Montmartre lives!!!</description>
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	<item>
		<title>By: Sophie</title>
		<link>http://www.spirit-of-paris.com/2007/02/04/the-bateau-lavoir.html#comment-5240</link>
		<dc:creator>Sophie</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2007 20:08:28 +0000</pubDate>
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		<description>J'aime beaucoup tes photos, celle-ci est tellement intrigante!! Je n'habite pas loin de Paris mais je n'y vais jamais, ça va me donner envie d'aller y trainer :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>J&#8217;aime beaucoup tes photos, celle-ci est tellement intrigante!! Je n&#8217;habite pas loin de Paris mais je n&#8217;y vais jamais, ça va me donner envie d&#8217;aller y trainer <img src='http://www.spirit-of-paris.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /></p>
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	<item>
		<title>By: Transall</title>
		<link>http://www.spirit-of-paris.com/2007/02/04/the-bateau-lavoir.html#comment-4991</link>
		<dc:creator>Transall</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Feb 2007 20:57:31 +0000</pubDate>
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		<description>Bonsoir,

Les photos de nuit sont mes préférées... et l'ambiance de celle-ci est effectivement intéressante.

Bonne continuation et au plaisir de découvrir de nouvelles vues de la capitale (ou d'ailleurs).

Amitiés,

Didier (&lt;a href="http://sepecat.blogspot.com/" rel="nofollow"&gt;Paris photo blog&lt;/a&gt;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bonsoir,</p>
<p>Les photos de nuit sont mes préférées&#8230; et l&#8217;ambiance de celle-ci est effectivement intéressante.</p>
<p>Bonne continuation et au plaisir de découvrir de nouvelles vues de la capitale (ou d&#8217;ailleurs).</p>
<p>Amitiés,</p>
<p>Didier (<a href="http://sepecat.blogspot.com/" rel="nofollow">Paris photo blog</a>)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Jeff Smyser</title>
		<link>http://www.spirit-of-paris.com/2007/02/04/the-bateau-lavoir.html#comment-4842</link>
		<dc:creator>Jeff Smyser</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Feb 2007 05:09:06 +0000</pubDate>
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		<description>Michel, mon ami, comment vas tu?  Bonjour et félicitations de Minneapolis, Minnesota, USA.  J'espère que tu va bien.  Je visite Paris 26 - 29 April.  Peut etre, tu es la?

Je ne parle pas de Franicais tres bien, je suis desolee.  Alors, j'ecris a l'anglais.

Hello, hello.  I remember our party on the Seine that Eric Tenin and his friends attended.  I remember the excellent wine and food, and meeting you and others.  You love your Latin Quarter and suggested that we take a walk through it next time I come to Paris.  I am going to visit Paris in April.  I will stay at l'Hotel les Jardin du Luxembourg, 5 Impasse Royer-Collardn.  I will be there April 26, 27, 28.  I would very much like to see you again.  Maybe you will have the time for a walk through le Quartier Latin?  I would love to spend a day learning about the history and beauty of le cinqueme arrondissement.

I see you have been taking some fabulous photos of Montmartre.  This one is perfect.  I also love the last photo of Pont Alexandre III.

Please let me know if it will be possible to get together while I am in Paris.  Also, what is the best way to contact you there?  My e-mail address is jdsmyser@hotmail.com .

A bientot.

Jeff Smyser</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Michel, mon ami, comment vas tu?  Bonjour et félicitations de Minneapolis, Minnesota, USA.  J&#8217;espère que tu va bien.  Je visite Paris 26 - 29 April.  Peut etre, tu es la?</p>
<p>Je ne parle pas de Franicais tres bien, je suis desolee.  Alors, j&#8217;ecris a l&#8217;anglais.</p>
<p>Hello, hello.  I remember our party on the Seine that Eric Tenin and his friends attended.  I remember the excellent wine and food, and meeting you and others.  You love your Latin Quarter and suggested that we take a walk through it next time I come to Paris.  I am going to visit Paris in April.  I will stay at l&#8217;Hotel les Jardin du Luxembourg, 5 Impasse Royer-Collardn.  I will be there April 26, 27, 28.  I would very much like to see you again.  Maybe you will have the time for a walk through le Quartier Latin?  I would love to spend a day learning about the history and beauty of le cinqueme arrondissement.</p>
<p>I see you have been taking some fabulous photos of Montmartre.  This one is perfect.  I also love the last photo of Pont Alexandre III.</p>
<p>Please let me know if it will be possible to get together while I am in Paris.  Also, what is the best way to contact you there?  My e-mail address is <a href="mailto:jdsmyser@hotmail.com">jdsmyser@hotmail.com</a> .</p>
<p>A bientot.</p>
<p>Jeff Smyser</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Gérard</title>
		<link>http://www.spirit-of-paris.com/2007/02/04/the-bateau-lavoir.html#comment-4821</link>
		<dc:creator>Gérard</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Feb 2007 15:14:06 +0000</pubDate>
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		<description>Superbe ambiance.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Superbe ambiance.</p>
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	</item>
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