The Bateau-Lavoir
February 4th, 2007
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The name of the place, the “Bateau-Lavoir”, means the laundry-boat because it looked like boats of laundry women floating on the Seine. It’s a buildings in Montmartre. A group of artists lived there at the beginning of the 20th century. After the WWI, they started to move mainly to Montparnasse. Indisputably the most famous resident of the place was Pablo Picasso (1904-1909) where he lived with his dog Frika. He reputedly invented cubism there and painted one of his finest works Les Demoiselles d’Avignon. Other well-known artists lived in the Bateau-Lavoir: The building were destroyed by a fire in 1970 and rebuild shortly after. |
Entry Filed under: Montmartre, Paris










6 Comments Add your own
1. Gérard | February 4th, 2007 at 4:14 pm
Superbe ambiance.
2. Jeff Smyser | February 5th, 2007 at 6:09 am
Michel, mon ami, comment vas tu? Bonjour et félicitations de Minneapolis, Minnesota, USA. J’espère que tu va bien. Je visite Paris 26 - 29 April. Peut etre, tu es la?
Je ne parle pas de Franicais tres bien, je suis desolee. Alors, j’ecris a l’anglais.
Hello, hello. I remember our party on the Seine that Eric Tenin and his friends attended. I remember the excellent wine and food, and meeting you and others. You love your Latin Quarter and suggested that we take a walk through it next time I come to Paris. I am going to visit Paris in April. I will stay at l’Hotel les Jardin du Luxembourg, 5 Impasse Royer-Collardn. I will be there April 26, 27, 28. I would very much like to see you again. Maybe you will have the time for a walk through le Quartier Latin? I would love to spend a day learning about the history and beauty of le cinqueme arrondissement.
I see you have been taking some fabulous photos of Montmartre. This one is perfect. I also love the last photo of Pont Alexandre III.
Please let me know if it will be possible to get together while I am in Paris. Also, what is the best way to contact you there? My e-mail address is jdsmyser@hotmail.com .
A bientot.
Jeff Smyser
3. Transall | February 8th, 2007 at 9:57 pm
Bonsoir,
Les photos de nuit sont mes préférées… et l’ambiance de celle-ci est effectivement intéressante.
Bonne continuation et au plaisir de découvrir de nouvelles vues de la capitale (ou d’ailleurs).
Amitiés,
Didier (Paris photo blog)
4. Sophie | February 19th, 2007 at 9:08 pm
J’aime beaucoup tes photos, celle-ci est tellement intrigante!! Je n’habite pas loin de Paris mais je n’y vais jamais, ça va me donner envie d’aller y trainer
5. Grace | March 17th, 2007 at 8:41 pm
The Bateau Lavoir still is home to a thriving and lively international community of artists and photographers! Montmartre lives!!!
6. to morais | March 26th, 2008 at 2:46 pm
MONTMARTRE: GOLPE DE MÃO NO BATEAU LAVOIR
O “Bateau Lavoir”(x) é bem mais que um atelier colectivo de artistas onde cerca de um dezena foram instalados em 1889. Em primeiro lugar, a criação deste espaço deve ser entendida no contexto da época, depois que a vanguarda inovadora dos Impressionistas franceses fez convergir para Paris um bom número de criadores.
Esses ateliers vieram assim a abrigar pintores, mas também gente das letras, criadores de horizontes diversos, franceses e estrangeiros, humanistas, actores e até vendedores ambulantes, como dizia Fernande Olivier, companheira de Picasso nessa altura. Vejamos alguns marcos desse percurso.
A partir de 1893, o Bateau Lavoir recebe Paul Gauguin, depois da sua primeira viagem a Thaiti. Mais tarde, Modigliani, Raoul Dufy, Max Jacob e o poeta André WSalmon aí viveram. Outros por lá passaram: Van Dongen, Jules Pascin, Juan Gris (compatrriota de Picasso) Georges Braque, Maurice Utrillo, André Derain, Henri Matisse, mas também Jean Cocteau, Apollinaire ( poeta de “Alcools” e apaixonado pela pintura) Charles Dullin e Gertrude Stein, sem esquecer o romeno Constantin Brancusi, uma grande referência na história da escultura moderna e que acabaria por destronar Rodin. Max Jacob e Picasso aí organizaram, em fins de Novembro de 1908, com outros jovens pintores, o célebre banquete em honra de Henri Rousseau, dito o “Douanier”. Isto em presença dos melhores amigos de Picasso, em que se incluem os já citados G. Braque e Apollinaire, este na companhia da jovem pintora Marie Laurencin, bem como em presença dos americanos Gertrude e Leo Stein. Uma boa ocasião, agora em 2008, para comemorar o centenário e fazer reviver esse evento, com tudo o que ele significou na história da Pintura.
Entre os mencionados no percurso desta “cité” de artistas, eu deveria obviamente ter começado por Picasso, que lá viveu de 1904 a 1909, aliás em condições quase miseráveis de conforto, tal como todos os outros. Vivíamos todos mal, escrevia André Salmon nessa altura. E deveria sobretudo reter a data de 1907, quando o pintor mostra, nesse mesmo lugar, aos seus companheiros estupefactos a famosa tela das “Demoiselles d’Avignon”, que recordam a sua vivência em Barcelona. Com efeito, elas representam um grupo de prostitutas, em pé, à entrada de um bordel da “Carrer d’Avinyo”, no “Bairro Gótico da capital catalã. Essa tela, uma gritante fractura na arte pictórica, obrigou a partir daí a uma mudança radical da percepção, subverteu o modo de olhar e de ver o mundo, bem para além do registo pictórico propriamente dito. As “Meninas” foram a expressão de uma linguagem plástica diferente. Figuras vampíricas, esquadriadas com firmeza, com os seus enormes seios e pés, a fuzilar o cliente com o olhar. Era como se tu nos quisesses fazer engolir estopa e beber petróleo para cuspir fogo, teria dito Braque ao ver a tela. Tratava - se efectivamente de uma outra gramática, a do cubismo, com as suas formas geométricas, a estilhaçar a imagem. Matisse e Apollinaire de imediato recusaram a peça. O certo porém é que uma nova estética tinha surgido, através da multiplicação dos ângulos de visão, da simultaneidade da representação e da fractura da perspectiva. Com apenas 26 anos de idade, Picasso acabava de desmontar as regras de arte que tinham sido fixadas desde o Renascimento. O marchand de arte Henri Kahnweiller foi dos raros a compreender na hora o alcance dessa pintura. Gertrude Stein e o seu irmão Leo, que muito apreciaram a tela, também assim o entenderam.
Em suma, poderíamos afirmar que, depois de Cézanne, falecido em 1906, os grandes movimentos artísticos do princípio do século XX e de que somos os herdeiros, foram em larga medida formalizados em torno desse espaço mítico, coisa que a autarquia de Montmartre pretende ignorar ao fazer agora tábua rasa de tudo isso. Os seus habitantes saberão no entanto apurar que tipo de conluios haverá com a “Imobiliária da cidade de Paris”(RIVP) que exigiu a restituição deste espaço, e daí tirar as suas ilações.
Apesar de muitos artistas, depois da guerra de 14-18, o terem deixado em direcção de Montparnasse e da Ruche, respectivamente nos bairros 14 e 15 de Paris, outros chegaram e os revezaram. E assim tem sido até aos dias de hoje.
Não, o Bateau Lavoir não é um simples atelier colectivo de artistas. Ele marcou, no seu percurso, a história da arte moderna no Ocidente. E isso não aconteceu por acaso. Isso foi possível - é importante sublinhá-lo - porque ele foi sempre, ao longo do tempo, um espaço de vanguarda, de trabalho criativo, mas também de residência, reunião e de circulação das ideias, não uma galeria de exposições, museu ou algo semelhante. Daí que os artistas devam poder continuar a aí viver e trabalhar. Impedi-lo, como está a ser o caso e como pretende a Imobiliária de Paris acima referida, que agora pretende “retomar os locais”, é destruir a sua identidade histórica e trair a sua vocação. Quanto à expressão “um local a retomar”, essa é uma terminologia administrativa expeditiva, normalizada e sem rosto. Há que interrogar a linguagem e descodificar algumas das suas perversões.
Há sobretudo que resistir ao desmantelamento e ao massacre do velho Paris, preservar a herança, o que não poderá ser feito sem a mobilização dos habitantes deste bairro histórico, o que já deu frutos no passado, noutras ocasiões. Sem essa mobilização, o “Moulin de la Galette” já não estaria lá. E não se trata aqui, nestes casos, de uma visão passeísta ou nostálgica. Trata-se, isso sim, de interrogar o passado, portanto de enriquecer o presente. Picasso não teria certamente pintado as “Demoiselles d’Avignon”, ou tê-las-ia executado de outro modo, se não tivesse tido a sorte ou a oportunidade de conhecer as máscaras de arte negra que o deslumbraram no museu do Trocadéro em Paris, ou se não tivesse visto as esculturas ibéricas do Louvre, ou ainda se não tivesse, por sobre o vale de Andorra, partilhado por algum tempo a vida dos camponeses de Gosol. Os traços somáticos desses camponeses, os grandes planos cavados desses rostos não deixaram de marcar o artista andaluz. Isto sem falar na influência das “Grandes baigneuses” de Cézanne e do “Banho turco” de Jean- Dominique Ingres sobre o seu trabalho. E assim por diante… Sartre dizia que O inferno são os outros mas, neste caso, esse inferno é necessário e incontornável. Somos todos tributários, também em matéria de Arte.
Em 1972, a Unesco adoptou a Convenção e as recomendações relativas à protecção do património cultural e natural, que a França ratificou. Ora, é a própria noção de património que convém melhor explicitar para compreender quanto o Bateau Lavoir, para além dos seus próprios muros, diz respeito a Montmartre, para além dos limites dos seus muros, porque soube criar, ao longo das gerações, laços profundos e estreitas capilaridades com o ambiente social e urbano envolvente. O espírito do Bateau Lavoir é inseparável desse tecido que ele alimentou e do qual muito recebeu em troca. Eis porque toda e qualquer agressão a essa vocação primeira irá ferir também mortalmente o bairro a que pertence. Não compreender isso é não compreender nada do que está em causa. E nenhuma manobra de diversão o poderá iludir. Efectivamente, a noção de património evoluiu, alargou-se. Hoje, em termos de edifícios ou de monumentos, quem persistir em se limitar aos dados arquitectónicos propriamente ditos, está a coisificar e a desvitalizar o património. Edifícios cuja destruição, não raramente se autoriza, quando são menos monumentalistas ou menos históricos! Quando afinal, o importante não é saber se eles datam de antes ou depois de 1850. A nobreza da idade não tem o monopólio do coração. O que conta é o estatuto que conquistaram e adquiriram, cimentado e reconhecido ao longo do tempo e que souberam plasmar com tudo o que os rodeia, social e urbanisticamente. A “Gare de Orsay” foi salva por um triz. O conceito de património deve alargar-se à atmosfera ambiental, deve ser encarada no sentido do projecto local, il projetto local de que fala Magnaghi, o que nada tem a ver com o culto dos monumentos. É pois em termos de antropologia do espaço, na senda de um Edward Hall, entre outros, que estas questões devem ser compreendidas. O Bateau Lavoir não faz excepção. Separar estas problemáticas das questões urbanísticas é uma doença infantil do património. E um Anacronismo.
Lisboa, Janeiro de 2008
António Branquinho Pequeno (ULHT)
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